• Categoria: Livros
  • 16 de outubro de 2020

    RESENHA: ELEANOR & GREY - BRITTAINY C. CHERRY

     Olá pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim



    Demorei mas voltei com uma resenha de um livro que me encantou profundamente. É claro que Brittainy não nos decepciona e temos mais um livro perfeito da autora.

    Eleanor & Grey é o mais recente lançamento da autora no Brasil e eu estava louca para ler e quando comecei não consegui parar de ler, li em poucos dias e com certeza você vai amar. 


    Eleanor & Grey é um livro sobre amizade, família, perdas e, acima de tudo, amor. Amor de todas as formas.

    “É impossível não amar as histórias criadas por Brittainy C. Cherry!” – Carina Rissi
    Eleanor é uma adolescente introvertida que prefere a companhia de seus amados livros – e cardigãs com libélulas – a interagir socialmente, sobretudo com os colegas da escola. Quando a prima a arrasta para uma festa, Ellie se surpreende ao ser abordada pelo astro do time de basquete; afinal de contas os dois não têm absolutamente nada em comum. Ou pelo menos era o que ela pensava. Com o tempo, a amizade entre eles surge de forma natural; uma ligação tão forte, tão intensa, que logo se transforma em outro sentimento. Algo que Ellie nunca havia experimentado.
    Mas aquele sonho se transforma em pesadelo de uma hora para outra. Uma terrível notícia faz o mundo de Eleanor desabar. A única coisa ainda de pé é Greyson, incansavelmente ao seu lado. Mas nem sempre a força do amor é o bastante para deter o curso da vida: Ellie e Grey se veem forçados a se separar.
    Anos mais tarde, Eleanor pensa ter deixado seu primeiro amor no passado, mas o caminho dos dois volta a se cruzar. Só que, dessa vez, quem precisa de ajuda é Greyson. O problema é que ele já não é mais o garoto doce de suas lembranças. Grey se tornou um homem frio, insensível, e o elo especial que um dia partilharam parece ter se rompido para sempre.
    Eleanor & Grey é um delicioso romance de tirar o fôlego que agradará fãs de Jojo Moyes, John Green, Nicholas Sparks, Carina Rissi, Shophie Kinsella e Marian Keyes. É impossível não se apaixonar por essa história de amor e amizade escrita pela autora que já encantou incontáveis fãs com seus livros.

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    Eu amei tanto acompanhar a jornada de Eleanor e Grey que não sei se tenho palavras para descrever o que senti durante essa leitura. 
    Na primeira parte do livro conhecemos ambos adolescente, Ellie está enfrentando uma fase difícil, mas nunca pensou que se tornaria amiga de Greyson, o popular da escola. No entanto, o carisma de Grey conquistou Ellie e com isso a amizade deles ajuda ela a passar pelos momentos mais difíceis da sua vida. A amizade deles é tão forte e preciosa que me emocionei em vários momentos.
    Já na segunda parte, anos depois, Greyson está passando com um momento difícil, ele mudou e Ellie mal o reconhece, mas ela jurou que se pudesse retribuir o quanto ele foi bom para ela, ela faria o mesmo por ele. Ela está disposta a trazer o brilho de volta dos olhos de Grey.



    Você não é apenas linda por fora, Eleanor Rose, é deslumbrante por dentro. Você é criativa. Você tem a melhor risada que já ouvi. Você é gentil, generosa e corajosa. Nunca pense que você não é boa o suficiente com base no que as revistas definem como beleza. Você. É. Linda.

    Brittainy sempre nos emociona em seus livros e nesse não foi diferente. É impossível não se emocionar em algum momento nesse livro.
    Eu amo quando os livros nos ensinam e isso é algo muito presente nesse livro, pois sentimos a dor do luto, separação e muitos outros momentos difíceis que temos que enfrentar ao longo da vida, mas que isso nos torna mais forte. 
    Eu definiria esse livro como precioso, todas as palavras nele são precisar e os ensinamentos são impactantes. Apenas leiam e deixe que essas histórias entrem em seus corações.
    O melhor tipo de amor é o que te preenche por completo, deixando certezas e não dúvidas. E você merece isso...

    Ellie foi uma das minhas personagens favoritas, em muitos momentos me identifiquei com ela, chorei enquanto ela chorava e também me alegrei por ver ela amadurecendo e sorrindo novamente. Ela é uma pessoa incrível e com certeza vai te conquistar durante a leitura.
    Sem falar no Greyson, ou Grey para os íntimos, ele é com certeza um dos melhores mocinhos que já li, apesar de querer matar ele em alguns momento, na maioria do tempo queria colocar ele num potinho e amar ele. 
    Eu estava procurando por um motivo para sorrir, e então você apareceu.

    Eleanor e Grey é um livro que vai te encantar e te prender durante o inicio ao fim, vai te levar a lágrimas e também fazer seu coração sorrir. É um daqueles livros que são um alivio para a alma. 


    Ele era ele, eu era eu, e nós éramos nós. Esta foi a nossa história.

    31 de agosto de 2020

    RESENHA: FAMÍLIA GRAYER - AMANDA MAIA

    Olá pessoal? Como vocês estão? 

    No post de hoje vou falar sobre dois contos da Amanda Maia, os livros Tarde Demais e Me Faça Ficar faz parte da série Família Grayer. Já tinha lido os livros há muito tempo atrás, mas no grupo do telegram da autora estamos fazendo leitura coletiva e reli os dois livros para o projeto. Foi uma experiência muito boa e
     vim indicar esses dois contos incríveis! 


    Os pais de Freya Duval trabalharam a vida inteira para a família Grayer; uma família renomada e abastada em Seattle, nos Estados Unidos.
    Após ter um surto em seu antigo emprego — do qual Freya não consegue se lembrar do motivo —, seus pais decidem mandá-la para uma fazenda onde o único filho dos Grayer estará para recebê-la.
    Declan teve sua vida invadida por Freya desde que eram crianças e isso pode fazer com que a presença dela seja devastadora, considerando que ela nunca mediu bem suas escolhas quando se tratava do garoto recluso, que vivia com a cabeça nos estudos.
    A ânsia de conhecer o que há por trás dos olhos tristes de Declan vai fazer com que Freya invada sua privacidade e a empatia de Declan por ela vai fazer com que, aos poucos, ele ceda a essa aproximação.
    Como ambos passaram por situações inconstantes será que os sentimentos aflorados há sete anos ainda continua vivo?

    Freya e Declan se conhecem desde muito novos, mas nunca foram íntimos, até que Freya vai passar um tempo na fazendo de Declan. Nisso eles vão se conhecer melhor, desde as cicatrizes do passado de Declan até os traumas de Freya. 

    A escrita da Amanda é incrível e nesse conto não é diferente, por ser um conto é os acontecimentos são mais rápidos. No entanto, é tão intenso o relacionamento deles que muitas vezes fiquei sem folego. O casal tem uma química incrível! 

    O pior de tudo é que Declan era dono de um sorriso lindo e de um beijo que poderia causar estrago no meu coração. E eu estava temendo que isso fosse mesmo acontecer. Eu não negava o magnetismo.
    Além disso Declan tem um passado complicado e a medida que vamos descobrindo junto com Freya sobre isso temos as mesmas reações que ela, choque, lágrimas e vontade de colocá-lo em um potinho para ele não sofrer mais. 
    Uma pessoa triste é igual a todas as outras. Elas não querem alguém para competir qual vida está pior, só querem ser ouvidas.
    É um conto que vai partir seu coração e reconstruí-lo também a medida que conhecemos a força de Freya e o coração genuíno de Declan. E nos apaixonamos por esses dois. 
    O final é inesperado, e ficamos com aquele sentimento de quer saber o que acontece depois na vida de Freya e Declan. Porém a autora disse que vai ter continuação, Não Tão Tarde, então vamos ter mais desse casal lindo. 
    Quero que pare de fazer o que está fazendo. Eu quero que você se permita sentir!




    Izzie Johnson nasceu com um raro distúrbio: prosopagnosia. Sua cegueira de feições a limitou em fazer as coisas mais comuns para uma pessoa de vinte anos; ela não foi à escola e estudava fotografia a distância, sob os olhos protetores de seus pais.
    Kieran Grayer é o único filho de um advogado famoso em Seattle, mas o que a gravata e a postura autoritária não contam sobre seu pai é que ele é um homem abusivo e as tatuagens espalhadas pelo corpo escondem as marcas que Frank um dia lhe causou.
    Em um momento inesperado, as vidas de Izzie e Kieran se cruzam, sem esperar por nada além de uma bela amizade. Ambos vão perceber que um segundo é suficiente para mudar duas vidas inteiras.
    Até que ponto o amor pode chegar em corações que desconheciam seus sinais?
    Confesso que Me Faça Ficar é o meu favorito, desde que li esse conto há alguns anos, ele mexe comigo. Além de falar sobre o distúrbio, prosopagnosia, que Izzie nasceu com ele, Kieran sofre agressões do pai e possui muitas marcas desse relacionamento abusivo. Mesmo ambos estando em situações difíceis de suas vidas, eles iniciam uma amizade linda, que apoia um ao outro nos momentos difíceis. E um sentimento além de amizade. 
    Ela sorriu para mim em meio a tempestade, então eu soube que tudo ficaria bem.
    Não conhecia o distúrbio que Izzie tem, e acho que muitos também não, por isso me emocionei com ela contando como era difícil não se reconhecer e os seus familiares. Eu me apaixonei por ela e torcia por ela em todo o livro, é muito lindo ver ela se conhecendo e ultrapassando os limites que o distúrbio impõe para ela. 
    A situação de Kieran não é nada fácil também, e em muitos momentos queria entrar no livro para protegê-lo, pois é triste e desumano os abusos que ele sofre do pai.  
    O que mais entristecia Izzie era o fato de ela não se reconhecer. Não reconhecer a si próprio, não saber como é seu rosto, deve ser uma sensação de impotência que nenhuma outra pessoa seria capaz de suprir.

    É um conto fofo, apesar de alguns momentos tensos e que dá vontade chorar com Kieran e os medos da Izzie. No entanto, o final nos deixa com esperança, o coração transbordando de amor, e querendo mais desse casal que com certeza vai te conquistar. 
    Em uma única noite, eu pude sentir a felicidade lado a lado com a tristeza, em uma batalha perigosa, sem ter certeza de quem sairia vitorioso.
    Super recomendo esses dois contos, são rápidos de ler e garanto que vão amar cada segundo da leitura!


    18 de agosto de 2020

    ARTE E ALMA - BRITTAINY C. CHERRY

    Olá pessoal! Como vocês estão? 

    Alguns já sabem que amo a Brittainy C. Cherry e leio tudo nela, mas por algumas resenhas que vi sobre o livro não estava com expectativas para o livro, acho que por isso demorei tanto para vê-lo, o que foi um completo engano. Pois, o livro se tornou o meu favorito da autora!

    O novo livro de Brittainy C. Cherry mostra a necessidade de encontrar-se e valorizar o que tem mesmo quando as coisas parecem desmoronar ao redor. Aria Watson era considerada invisível na escola, mesmo com todo seu talento para arte; em casa era uma boa filha e irmã. Mas tudo mudou quando ela anunciou, aos 16 anos, que estava grávida. E a notícia caiu como uma bomba. Agora ela está aterrorizada e se sentindo mais sozinha do que nunca. Levi Myers mudou-se para Wisconsin para ficar com o pai, que não via desde os 11 anos. Ele precisava se afastar um pouco da mãe e passar um ano com o pai parecia uma boa ideia, mas agora Levi não tem mais certeza. Se a mãe tem problemas, o pai é pior. Dois adolescentes passando por momentos difíceis e que, sem querer, encontram um no outro alguém que compreenda o que estão passando. Os dois estão despedaçados por dentro, cheios de cicatrizes. Mas, nas manhãs no bosque, enquanto tentam alimentar cervos, ou esperando o ônibus para escola, eles compartilham seus medos e incertezas. Levi está dividido entre o pai e a mãe e Aria precisa decidir o futuro do bebê que está gerando. Em palavras, e até mesmo no silêncio, os dois fazem um ao outro um pouco mais fortes. Apaixonar-se não era o plano, mas às vezes é difícil resistir quando alguém parece entender tão bem sua dor e solidão.

    Levi e Aria estão em momentos delicados da vida. Levi acabou de se mudar para a casa do pai, o qual não via há onze anos e que não liga muito para ele. Já Aria descobriu que está gravida aos 16 anos, a noticia abala a família dela de uma maneira catastrófica. Ambos estão perdidos e é assim que eles se conhecem, e isso piora ao decorrer da história.
    Porém, Levi é um garoto de incrível, apesar de sua vida ser complicada e cheia de problemas para enfrentar ele sempre espera o melhor da vida e é bom com os outros. Ele faz de tudo para ser amigo de Aria, pois ele sabe que ela está passando por um momento difícil. 
    Os dois jovens vão se envolver em uma linda amizade em meio a confusão de suas vidas, o que será que isso vai resultar? Só lendo para descobri. Já adianto que vale muito a pena! <3 

    Até a metade do livro, eu tinha achado muito bom, mas ainda não tinha me pegado de jeito, então a partir disso foi uma montanha russa de emoções. Li o livro em umas cinco horas sem parar durante a madrugada! Sim, eu não conseguia parar de ler, mesmo chorando e com o coração apartado eu queria saber o que aconteceria com Levi e Aria.

    Brittainy sempre escreve sobre temas sensíveis de uma maneira muito bonita e delicada, e com esse livro não foi diferente. É um livro classificado como young adult (jovem adulto) e a autora teve cuidado ao trabalhar tais temas para um publico jovem de uma maneira que é impactante e essencial para o público alvo, mas que qualquer pessoa vai pode gostar, assim como eu. 

    Levi é um garoto muito machucado pela vida e mesmo assim exibe um sorriso no rosto e tenta trazer um pouco de alegria para Aria que está em uma fase complicada da vida.
    É IMPOSSÍVEL não se apaixonar por Levi, ele virou o meu crush literário supremo, o garoto é carismático e tem uma personalidade linda, que me causa suspiros só de lembrar. Em muitos momentos me peguei querendo guardá-lo em potinho para não vê-lo mais sofrer, assim como Aria. 

    Levi Myers era real? Ele existia mesmo? Ou será que meu coração triste e sombrio o havia criado porque precisava de um pouco de cor? Seja lá qual fosse o caso, fiquei feliz por ele caminhar ao meu lado.

    Ele rouba a cena de Aria em personalidade, mas o desenvolvimento dela no livro é incrível. 
    Aria é uma adolescente que de repente vê sua vida mudar e não é fácil para ela. Pois, ela se culpa por sua família estar se distanciando. Ela ama pintar e é sua forma de expressar, vemos isso muito no livro, pois ela se comunica suas dores mais profundas através da pintura e da terapia. Apesar de sem sempre concordar com as suas atitudes, é uma personagem que admiro muito e que me ensinou demais. 
    Ela olhou para mim como se realmente me enxergasse, enxergasse quem eu realmente sou. E Aria aceitava isso. Ela me encarava como se eu merecesse ser feliz. Verdadeiramente feliz.

    A relação de Levi e Aria me deixou encantada, pois eles se tornam amigos e é uma amizade tão genuína e necessária para ambos que me deixou muito comovida. É muito lindo como eles se completam e ajuda um ao outro nos piores momentos. Nesse livro apesar de eles terem um vinculo romântico, não ficou forçado e achei que foi muito bem desenvolvido, e que aconteceu na hora certa para ambos os personagens. 
    A relação dos personagens principais e secundários é incrivelmente bonita e bem trabalhada. Tanto que poderia ler mais inúmeras paginas, porque esse livro me cativou e não queria me despedir dessa trama.

    Ela era o arco-iris nas minhas tempestades intermináveis.

    Nas últimas paginas eu já estava chorando copiosamente e mesmo depois de terminar a leitura não queria me desgrudar do livro, Arte e Alma me tocou de uma forma sem igual. 
    Li algumas resenhas negativas e sinto muito por elas, pois foi um livro que eu amei. Que conversou comigo e de certa forma me identifiquei com os momentos vivenciados e amadurecimentos desses jovens. 
    Com certeza se tornou um dos meus livros favoritos da vida. As vezes sinto que não tenho palavras suficientes para dizer o quanto o livro é bom e o impacto que teve na minha vida. Resta-me apenas sentir. 

    Arte e Alma é um livro que vai te emocionar, ensinar lições importantes que fala sobre muitos assuntos importantes e doloridos, mas que traz uma mensagem de esperança, recomeço e amor. Foi um experiência de leitura incrível e que recomendo para todos.
    “As ondas de emoções eram fortes, mas eu também era. Eu precisava ser mais forte do que meus sentimentos, do que aquelas pessoas. Algumas vezes não há escolha. A vida já tinha tirado muito de mim e eu não deixaria que tirasse minha força também.”

    12 de agosto de 2020

    RESENHA: O CÉU ACIMA DO CÉU - CÁSSIA CARDUCCI

    Olá pessoal! Como vocês estão?


    Alexandre é um piloto de avião que ama o que faz. Aos 28 anos, bem sucedido e bonito, não tem olhos para ninguém que não seja sua noiva, Júlia. Por mais que ele adore o céu, ela é seu motivo para amar ainda mais a terra firme. Dessa união nasce Lilith, uma garotinha que se mostra cada dia mais inteligente e evoluída. Após uma tragédia, Alexandre vê sua vida desabar e ao se dar conta de que está sozinho no mundo com a pequena Lilith nos braços, ele não vê alternativa a não ser recomeçar.
    Mas será que isso é possível?
    Sophia está presa a uma cadeira de rodas desde os dezessete anos de idade. Quando Lilith pede que a moça seja sua babá, ela terá que enfrentar muitos desafios para cumprir essa tarefa, inclusive esconder o que sente pelo pai da garotinha. Como lidar com a culpa, o medo e o preconceito? Como amar alguém que aparentemente nunca esquecerá seu único amor?
    Um romance sobre superação, diferenças e espiritualidade. Venha descobrir em "O céu acima do céu", que muitas vezes, é possível voar sem tirar seus pés do chão.

    O céu acima do céu conta a história de Alexandre que está tentando continuar a vida depois da morte da sua amada esposa, o que da forças para viver depois dessa tragédia é sua filha Lilith, que é uma fofura! Já Sophia depois de um acidente que a deixou paraplégica, tenta viver sua vida da melhor maneira possível, mas quando ela é contratada para ser babá de Lilith tudo pode mudar. Alexandre e Sophia podem encontrar um do outro aquilo que nem sabiam que precisavam. E também um novo sentido para suas vidas.

    Tinha comprado o e-book no ano passado e desde então não tinha lido, mas sabia que iria gostar, pois já tinha lido Entre Acordes da mesma autora e alguns outros livros, que tinha gostado bastante. Então estava com altas expetativas, principalmente pelos temas abordados, pois eu sabia que a autora iria desenvolver a trama muito bem. E assim fez. 

    Eu amei a representatividade de Sophia, apesar de ter sido um acidente horrível, que com certeza não desejo a ninguém, isso mudou completamente a vida dela. Sophia sofreu muito com essas mudanças e ainda é doloroso para ela aprender a fazer as coisas de uma nova maneira. No entanto, o mais lindo em sua história, é ela se amar do jeito que é e o quanto ela aprendeu a valorizar outras coisas em sua vida depois que perdeu o movimento das pernas. A cada capítulo ela nos mostra um jeito de recomeçar mesmo quando achamos que não tem mais jeito. Sophia tem uma força surreal e que tem muito a nos ensinar! É impossível não se apaixonar por ela e querer torcer para que de tudo certo para ela, por que Sophia merece o mundo inteiro.
    — As pessoas têm que saber que não vão se relacionar com um cadeirante só para ajudá-lo a se locomover, mas para amá-lo como a pessoa que ele é — digo, porque é o que sinto. Quero que alguém fique comigo porque me ama, independentemente do fato de eu andar, falar, ouvir, enxergar. Quero que me amem apenas por me amarem.
    Acho muito essencial termos cada vez mais livros que falem sobre assunto como esse, e nesse livro em especial a autora conseguiu desenvolver de uma maneira que me encantou em alguns momentos, e em outros me emocionei por ler sobre suas dificuldades e superação. O livro me fez pensar sobre diversas coisas, como o quanto temos preconceitos e não somos gratos pelas pequenas coisas. 
    Eu aprendi que é necessário ter serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, Alexandre.

    A narrativa da Cássia é incrível! Super fluida e que te prende do inicio ao fim, gostei muito de como a autora trabalhou e desenvolveu a relação dos dois personagens principais. livro é narrado tanto do ponto de vista de Sophia quanto Rafael, e isso faz com que mergulhemos mais na história.  
    É aos poucos que os protagonistas vão se conhecendo. Antes mesmos de serem amigos, eles se unem pelo amor que sentem por Lilith e isso foi tão lindo que queria abraçar eles. Lilith é outro ponto importante da história, pois ela encanta a todos pela sua sabedoria e carisma! Essa menina é tão incrível e tem um papel importante no relacionamento de Ale e Sophia, pois principalmente vemos ela e o pai se recuperando após a morte da sua mãe e esposa de Ale. 
    Nesse livro em especial, a autora abordou um pouco de espiritualidade, o que me pegou de surpresa, pois não tinha lido a sinopse. A forma como a espiritualidade é desenvolvida na história é muito bonita, me emocionou e ficou perfeito!  Não tenho nem palavras para dizer o quanto isso foi bonito e especial, não imagino como seria a história sem o toque da espiritualidade.

    Ela me deixa abraçá-la. E é quase como alcançar o céu.


    Cada vez que penso nesse livro fico cada vez mais encantada, pois a autora trabalhou tudo muito bem. Principalmente se tratando com questões delicadas, como a morte da esposa de Alexandre, eles eram um casal que se amavam muito, tanto que isso é comentado muitas vezes. Foi um processo delicado e humano para ele se abri novamente para poder amar outra pessoa. Além disso, também tem Sofia que não se relacionava com outra pessoa desde seu último namorado, o qual ainda possui alguns traumas. 

    Liberdade é poder ser você, mesmo com todas as decisões difíceis e todas as escolhas 

    Tudo foi escrito com tanta delicadeza e emoção que ficou na medida certa. Em diversas vezes me peguei sorrindo e em outras chorando de emoção, pois a palavra que definiria esse livro é amor e superação. Não apenas o amor romântico, mas familiar, por exemplo a relação de Sophia com a mãe especificamente, há tantas camadas nesse relacionamento que vão se desenvolvendo, assim como Lilith e Ale. Isso é feito sem deixar o romance de lado e a história individual de cada um. 
    Esse livro me tocou de tantas formas que fiquei dias pensando e admirando a história tão incrível que a Cássia escreveu.


    Toda mãe deveria poder correr com seu filho, Alexandre.


    O céu acima do céu é um livro que vai te encantar, que tem representatividade, histórias que emocionam e que traz um toque de esperança.  

    Acho que o segredo é aceitar o que a vida nos dá, todos os dias quando acordamos. O que a princípio pode parecer uma tragédia, muitas vezes é uma nova chance de se reinventar, de recomeçar e entender sua própria força. De provar para si mesmo que não importa quão forte a vida bata, mais forte estaremos quando nos levantarmos.

    É isso pessoal! Espero que vocês tenham gostado do post e até a próxima.
    Os posts aqui no blog ainda não tem dias fixos, pois estou estudando para o vestibular e escrevendo o livro novo, mas logo as coisas se ajeitam.

    Beijos <3

    3 de agosto de 2020

    SINTONIA PERFEITA DA AMANDA MAIA VAI CONQUISTAR SEU CORAÇÃO

    Olá pessoal! Tudo bem com vocês? 
    Espero que sim! 

    Fiz muitas leituras incríveis nos últimos meses e esses livros ficaram me cutucando para vir falar sobre eles no blog. Eu pensava 'as pessoas precisam conhecer esses livros'! E cá estou eu, trazendo uma dica de leitura para vocês.

    Já conhecia o trabalho da Amanda no Wattpad de muito tempo, desde as postagens de Our Fall, mas depois de alguns anos parei de acompanhar os livros seguintes de Our Fall, no entanto volta e meia via algumas publicações no Insta e Wattpad, então fiquei sabendo que Sintonia Perfeita estava sendo postada no Wattpad. Quando lançou na Amazon fui correndo para comprar o meu e-book e comecei a ler na hora, literalmente.
    A premissa do livro tem muitas coisas que eu gosto e já conhecia a Amanda então estava esperando algo realmente muito bom, e as minhas expectativas foram muito ultrapassadas!

    Bryan McCoy é o nome do problema de Mackenzie Wilde.
    Sorriso cafajeste, andar que esbanja confiança, jaqueta de couro e os coturnos pretos são a marca registrada do garoto que um dia foi o melhor amigo de Mackenzie.
    Quase dois anos depois de um incidente, que acarretou o fim de uma amizade de anos, Mackenzie está de volta à pacata cidade de Humperville, o lugar que se esforçou tanto para deixar para trás. Determinada a não se deixar abalar pelos erros que cometeu no passado, tentará se concentrar nas aulas de jornalismo e reconstruir o relacionamento com sua família.
    Mas Bryan não se esqueceu da dor que a amiga lhe causou, nem da maneira como o apunhalou pelas costas. Diferente de tudo que Mackenzie se lembrava, ele agora é um amargurado e rancoroso vocalista da banda The Reckless e determinado a mostrar o que as marcas deixadas por ela fizeram com seu coração.
    O livro é extenso, não somente de números de páginas, mas também de história, acompanhamos Bryan e Mack desde os quatorze anos até os vinte e poucos, e eles amadurecem MUITO. Isso as vezes pode ser ruim em um livro, mas a Amanda tem o poder de nos fazer ficar vidrados até que terminemos o livro. Sim, isso é possível. Passei três dias apenas lendo entre os intervalos das minhas aulas, a noite e de manhã, eu simplesmente não conseguia parar de ler. Amei cada minuto da leitura, não somente porque queria saber o que iria acontecer com aqueles personagens, mas também por me apeguei a eles, me diverti com eles, chorei, fiquei com raiva e me apaixonei junto deles.


    A escrita é muito fluida e te faz mergulhar na história, é bem detalhada e amo isso na escrita da Amanda, pois além de me fazer sentir mais próxima dos personagens cria toda uma ambientação na minha mente. 
    Assim que comecei não sabia muito sobre a história, e é um habito comum na minha vida de leitora, aprendi que não ler a sinopse muitas vezes pode ser bom, então comecei a leitura despretensiosamente esperando um romance leve e contagiante. Contagiante o livro é, mas leve já nem tanto, não que seja pesado, mas o livro te faz mergulhar para dentro dele e até parece que moro em Humperville. 
    O livro é dividido em três partes. A primeira parte, os personagens são adolescentes e tem um clima muito gostoso e leve, mas conforme eu lia e terminei a primeira parte estava completamente em lágrimas, chocada, com o coração quebrado e querendo mais! 

    Ela é o tipo de pessoa que mexe com você da forma mais intensa e peculiar possível; é como o primeiro amor. Que te suga, arruína e vai embora.
    Além de que os personagens são muito cativantes! Com certeza você vai se identificar com algum ao decorrer do livro, eles são reais e nos mostram de todos estão suscetíveis a erros. A banda The Reckless tem uma energia sem igual, e me fez querer fazer parte dos shows apenas para observar esses garotos maravilhosos. Podemos até acompanhá-los no instagram. O jeito que a autora coloca a música na história é muito boa, e de um jeito que realmente parece que você está escutando eles cantarem, coisa que muitos livros não conseguem. Amo música, e isso faz muito parte da minha vida, e posso dizer que a música é parte de Sintonia Perfeita. 
    The Reckless. Garotos imprudentes que precisam ser lapidados.
    A nota da autora no inicio me pegou de jeito, ela diz que estava com medo de escrever um livro com bad boy, já que muitas vezes eram vistos como controladores e abusivos, o que ela disse me impactou principalmente por que é muito corajoso da parte dela escrever sobre eles quando esse esteriótipo está tão enraizado e também porque Amanda Maia escreve com responsabilidade. O livro explorou isso muito bem, trazendo um personagem profundo e humano como o Bryan. 
    Bad boys são definidos como caras maus e que se divertem maltratando garotas. Eu reconheço o termo como: garotos que são quietos e o silêncio é nosso jeito de dizer para não ultrapassar a linha delimitada.
    Um dos pontos que mais foram importantes para mim na leitura foi a relação entre os personagens, Sintonia Perfeita me impressionou nesse quesito, trazendo amizades, discussões familiares e relacionamento amoroso que crescem com o tempo.
    Não significa que vai encontrar personagens perfeitos e que nunca cometem erros, muito pelo contrário, no livro TODOS, comentem erros e que dá vontade de entrar no livro e bater neles ou as vezes abraçar, mas a maneira como lidam com isso é bem real e madura. 
    Bryan e Mack aprendem muito sobre o relacionamento deles e também sobre si mesmos, e nem sempre foram certos um para o outro, mas entre os desafios, erros e amor eles constroem uma relação. 
    — Porque quando penso na pessoa perfeita, eu te vejo. Não sei se vai dar certo, não me pergunta isso, mas é como você mesma já disse — dou de ombros — é pra ser enquanto durar.

    Os relacionamentos de amigos e familiares são muito bem trabalhados, não temos apenas o enfoque na personagens principal e de início eu pensei que isso seria ruim, que era apenas para criar história, e quando percebi estava mergulhada na família da Mack e querendo ser amiga de todos, pois a autora escreve tudo de uma maneira excepcional, que cada detalhe conta e de faz ficar mais apaixonada pela história, e os tramas trabalhados ao longo do livro. 
    O enredo do livro é muito bem trabalhado, fazia muito tempo em que um livro que não me fazia sentir dessa maneira, querendo compartilhá-lo com o mundo.
    Poderia ficar horas falando sobre o quanto esse livro me impactou e se tornou um dos meus livros favoritos da vida.
    — Talvez eu não devesse tentar ser perfeito — Bryan diz no microfone, ofegando. — No final, se eu cair ou se eu conseguir tudo — seus olhos rastreiam a plateia, resvalam em todos os rostos que circundam o palco e, enfim, param em direção onde Effy e eu estamos —, só espero que valha a pena!
    Enfim, os últimos capítulos são incríveis e me fizeram chorar em muitos momentos (olha que isso é difícil), mas tudo na história é muito bem concluído e interligado, apesar de ainda ter outros livros da serie para ser lançados, a conclusão foi maravilhoso! 
    Além dos próximos livros que vão ser com os outros personagens da banda, há também um spin-off A Música Perfeita, é um diário que Bryan fez, e se você gostou do livro com certeza vai querer mais e esse conto é incrível. 
    Ao final de Sintonia Perfeita, eu estava em êxtase, passei dias pensando sobre os personagens, e o A Música Perfeita, foi a conclusão que precisava, apesar de triste por me despedir desse Mack e Bryan, eu sei que vou levá-los comigo por muito tempo ainda. 

    A The Reckless não é só uma banda. É uma família. Não dá para substituir a família.

    Ps: Mesmo depois de eu ter concluído pela primeira vez o livro, fiquei tão apegada com a história que li outra vez em uma leitura coletiva, apenas para matar a saudade. 

    Obrigada pela atenção! E até o próximo post.

    27 de julho de 2020

    O SIGNIFICADO DA BELEZA NO LIVRO BELEZA PERDIDA DE AMY HARMON

    Olá pessoal! Como vocês estão? 

    No post de leituras do primeiro semestre, clique aqui para ler, eu mencionei a minha releitura de Beleza Perdida, foi tão impactante que eu precisava vir fazer um post sobre ele e atualizar a minha resenha que fiz há alguns anos, clique aqui para ler. 
    Fiquei dias pensando sobre esse livro, e o assunto que vou falar neste post persistiu na minha mente até hoje. 

    É obvio que o livro fala sobre beleza, já que o título do livro é Beleza Perdida, mas há algo muito mais por trás do que o as palavras revelam, a genuinidade que a autora escreve é linda e por isso eu precisava escrever esse post. 
    Ao decorrer do livro Amy Harmon faz um paralelo entre Fern antes não se sentia bonita, pois segundo ela, usava aparelho e algumas coisas da sua aparência que não eram tipicas do padrão de beleza, ao contrário de Ambrose que era o popular no colégio e que tinha um corpo malhado pela luta e um rosto que todos desejavam, o que diziam no livro. 
    Uma das partes que mais me tocaram na primeira vez que li, foi o poema que Fern escreveu após o baile, é muito nítido o quanto ela se achava inferior pela sua aparência, o que realmente é considerado no mundo atual, apenas aparências, quanto Fern tinha muito mais o que mostrar. E achava injusto que as pessoas se importassem mais com o que viam por fora, mas mais do que isso ela se questiona porque Deus fez ela assim, e é tão genuíno e doloroso a maneira que ela se sente que me tocou profundamente e mexeu comigo, me fez pensar o quanto julgamos pela aparência, quem nunca quis ser do grupo de amigos que são mais populares e bonitos mesmo que sejam maldosos? 
    Com certeza já vimos em mutos livros e filmes.

    Minha aparência é coincidência ou ironia do destino? 
    Se Ele me fez assim, posso culpá-Lo pelo que odeio? 
    Pelos defeitos que parecem piorar a cada vez que olho no espelho, Pela feiura que vejo em mim, pelo ódio e pelo medo. 
    Ele nos esculpe para o Seu prazer, por uma razão que não posso ver? 
    Se Deus faz todos os rostos, Ele riu quando me fez? (p. 113)

    Então quando Ambrose volta da guerra a vida dele mudou radicalmente e não foi somente sua aparência, agora ele se acha feio demais para qualquer um. Já Fern ela cresceu, agora ela sabe arrumar o cabelo e não usa mais aparelho. Ao que me parece eles trocaram de papel e isso é muito citado entre os personagens, já que constantemente Ambrose se acha horrível pela sua aparência e não quer que Fern sinta pena dele, quando ele mesmo já faz isso. Em contrapartida a autora nos questiona é: qual é o verdadeiro significado da beleza, afinal a beleza é externa ou interna? 

    Na verdade sabemos que o que importa mesmo é a beleza interna de cada um, mas ainda sim nos importamos com o que vemos por fora. Admiro muito Fern por isso, pois ela não importa como Bailey parece ser e muito menos Ambrose, pois o que ela sempre revelou era que o que temos por dentro é muito mais valioso. Em uma conversa com Ambrose ela diz que se Bailey não tivesse nascido com distrofia, ele não seria o Bailey, o qual ela ama. Isso me fez questionar se até mesmo os nossos defeitos são o que nos caracteriza, por exemplo no caso de Ambrose, as cicatrizes dele eram parte de quem ele era, afinal ele passou por uma guerra e não há como apagar essas lembranças e da perdas que a guerra tomou dele, as cicatrizes mostram um caminho, de dor e amadurecimento eu diria. 

    — Se o Bailey tivesse nascido sem a distrofia, ele não seria o Bailey. O Bailey que é inteligente e sensível e parece entender tantas coisas que a gente não entende. Você poderia nem ter notado o Bailey se ele tivesse crescido saudável, lutando na equipe do pai, agindo como qualquer outro cara que você já conheceu. Boa parte da razão pela qual ele é tão especial é porque a vida o esculpiu dessa forma incrível... talvez não por fora, mas por dentro. No interior, o Bailey parece o Davi de Michelangelo. E quando eu olho para ele, e quando você olha para ele, é isso que a gente vê. (p. 219)

    Ela é o tipo de garota que não ligava de aparecer numa festa com uma minivan adaptada para cadeira de rodas. O tipo de garota que tinha ficado animada só por ter sido convidada para uma brincadeira idiota. O tipo de garota que tinha voltado para se despedir dele, um cara que a havia tratado como lixo. E ele desejava, mais desesperadamente do que nunca, poder mudar a situação. (p. 125).


    Então chegamos ao ponto do post, que assim que li essa passagem no livro, pensei que queria compartilhar com todos. Fern está ouvindo a conversa de seu pai com Elliott, pai de Ambrose, e ele foi até a casa do reverendo pois estava com medo de a esposa leve Ambrose embora já que ele não é o pai biológico, mas Elliott ama o filho como se fosse dele e está com medo de perdê-lo, então ele se questiona se fosse mais parecido com o pai biológico do filho, já que ele era modelo e tinha uma beleza igual ao de Ambrose. O pai de Fern, fala uma das coisas mais sabias do livro sobre beleza e o quanto ela pode ser enganosa.

    — Porque às vezes nos apaixonamos por um rosto, não pelo que está atrás dele. Quando cozinhava, minha mãe costumava tirar a gordura da carne da panela e guardar em uma lata no armário. Por algum tempo, ela usou uma lata que tinha vindo com aqueles biscoitos compridos cobertos de praliné e recheados de creme de avelã. Os mais caros, sabe? Mais de uma vez eu peguei aquela lata pensando que tinha encontrado o estoque secreto da minha mãe. Só que, quando tirava a tampa, via um monte de gordura mal cheirosa. [...] — Isso mesmo. Ele me fazia querer os biscoitos, mas a lata era uma grande propaganda enganosa. Acho que às vezes um rosto bonito também é uma propaganda enganosa, e muitos de nós não chegamos a olhar o que tem debaixo da tampa. (p. 164). 

    Assim como Fern, Elliott se sentia inferior pela sua aparência e achava que talvez se fosse mais bonito as coisas poderiam ser diferentes, mas o que o reverendo diz talvez não ter a aparência mais bela do mundo não seja ruim, afinal ela pode nos enganar, nos apaixonar achando que era algo quando na verdade era totalmente o contrário. Isso me lembra o relacionamento da melhor amiga de Fern, Rita com o seu marido, que batia nela. 

    Como se não bastasse o reverendo, cita Isaías 53: 2, o qual diz: “Pois foi crescendo como renovo perante ele, como raiz que sai de terra seca; não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, para que pudéssemos apreciá-lo”.
    Elliott se faz o questionamento porque Deus não faria a aparência de Jesus equivalente a como ele era por dentro? 

    — Pela mesma razão pela qual ele nasceu em uma manjedoura humilde, em meio a um povo oprimido. Se ele tivesse sido bonito ou poderoso, as pessoas o teriam seguido apenas por isso. Teriam sido atraídas pelas razões erradas. (p. 165)

    Ambrose era principalmente desejado na época de colégio pela sua beleza, pois a sua beleza era ''suficiente'' e isso já bastava para as pessoas, mas quando o rosto dele foi destroçado na guerra, o qual ele baseava toda a sua autoestima e confiança, ele se viu sem nada, pois para ele apenas o que existia superficialmente era a beleza. É claro que havia mais, Ambrose acreditava que havia mais, porém ele nunca deixou que isso o guiasse a descobrir mais coisas, mesmo quando descobriu que trocava mensagens com Fern e não Rita. 

    Em Ezequiel 16:15, é nos contado uma historial a qual uma mulher confiou em sua beleza para ter riqueza, mas que ao final não sobrou nada, pois assim como é a beleza por fora, um ídolo falso. Ambrose se sentia vazio por dentro, mesmo sendo bonito e desejado pelas pessoas, e por isso foi para a guerra, gosto muito do diálogo que ele tem com um professor que foi para guerra, onde o professor diz que não teria ido para guerra se não tivesse recrutado, mas que lutaria novamente pelas coisas que ele lutou, ao final da conversa ele diz que os sortudos são aqueles que não voltam para guerra. Isso resume bem o que Ambrose vai vivencias na guerra e tudo que vai perder com ela e futuramente ganhar. 
    Em algum momento do livro, me peguei pensando o que aconteceria com Ambrose se ele não fosse para guerra, e até poderia imaginar caminhos para ele e onde isso iria levar ele. No entanto, a questão é, nem Ambrose sabia o que iria acontecer com ele depois do colégio ele não se via fazendo faculdade. Acho que isso tem muito haver, com ele se questionar se ele é apenas beleza, se ele herdou apenas beleza de seu  pai biológico, o qual ele não fala muito, mas de alguma forma isso influencia na vida dele, mesmo que ele ame muito Elliott e o considere como pai verdadeiro. 

    — Mas eu vou lhe dizer uma coisa. Os sortudos são aqueles que não voltam. Está me ouvindo? (p. 117)

    Não é a beleza não seja importante, pelo contrário Deus criou o homem e viu que era muito bom, a vida é bela, tudo o que Deus fez é lindo e de uma beleza extraordinária. Mas, o homem deturpou a beleza de muitas formas. A beleza humana não é tudo e Ambrose percebeu isso quando não tinha mais nada para se apoiar. 

    — Você age como se beleza fosse a única coisa que faz as pessoas serem dignas de amor — Fern retrucou. — Eu não te am-amava só porque você era bonito! — Ela disse a palavra com A bem alto, embora tivesse tropeçado nela. (p. 257). 

    Ao decorrer do livro a beleza é muito discutida, nas linhas e nas entrelinhas, e o mais bonito Ambrose e Fern aprendem que o que é a verdadeira beleza da vida. A beleza é obra do criador e isso nos faz belo independente de qualquer padrão de beleza, seja de nos mesmos ou cultural. 

    Beleza Perdida é um livro que vai falar sobre a vida e beleza, afinal onde há vida há também beleza, além disso também sobre a morte e assuntos que são doloridos, mas que de alguma forma nos fazem amadurecer e aproveitar o melhor da vida. Fazendo esse post, até percebi que o título combina com o livro, afinal o que Fern e Ambrose encontram um no outro é uma beleza perdida e eu até diria esquecida muitas vezes. Ambrose não se apaixona por Fern porque ela o queria independente da sua aparência, mas por que ambos encontraram um no outro amor mesmo que nos momentos mais difíceis.

    Eu nunca pensei sobre isso, na verdade, não antes deste momento, mas talvez você veja beleza em mim porque você é bonita, não porque eu sou. (p. 291).

    Fern tem uma personalidade incrível e extremamente linda, mas é inspirador ver que ela também passa por momentos difíceis e como ela lida com eles, através de Deus e dos livros. Além disso, ela também amadurece ao decorrer do livro e seu amor por Ambrose passa por transformares e acrescenta ainda mais na sua vida. 

    — Acho que as pessoas são assim. Quando a gente olha de verdade para elas, para de ver um nariz perfeito ou dentes retos. A gente para de ver as cicatrizes de acne, o furinho no queixo. Essas coisas começam a se confundir, e de repente você vê as cores, a vida dentro da casca, e a beleza assume um significado totalmente novo. (p. 331). 

    Em alguns momentos Fern diz para Ambrose que queria que ele a enxergasse, além do que aparenta ser e em outro momento ela diz para ele que não a via na época do colégio. 

    — Você simplesmente não me via, só isso.
    — Naquela época eu estava cego. — Ele tocou. (p. 348)

    Essa parte me lembrou de uma citação da bíblia, a qual Jesus diz para seus discípulos que ele veio ao mundo para que os cegos vejam, e os que veem se tornem cegos. (João 9:39)
    O que me chamou a atenção, é perceber que Jesus através da sua verdade que faz com que as cegos vejam, mas que os que veem sejam cegos, acredito que isso se relaciona com o fato de se entregar totalmente a Deus. Bom, o que isso tem haver com Ambrose? Tudo! 
    Veja bem, ele disse que estava cego e depois de ler o poema que Fern escreveu após o baile ele constata que agora está vendo! O que fez ele enxergar não foi o poema, mas conhecer Fern e perceber como ele era na época do colégio.

    — Na verdade... você está meio cego agora — Fern provocou baixinho, procurando aliviar a culpa dele com uma brincadeira. — Talvez seja por isso que gosta de mim.
    Ela estava certa. Ele estava parcialmente cego; porém, apesar disso, talvez por causa disso, estava vendo as coisas mais claramente do que jamais vira. (p. 348).

    Entendeu agora a relação com o versículo de João que citei? Ambrose está cego, mas vendo coisas que nunca percebeu antes! Ele está vendo a vida.

    Como o post é principalmente sobre beleza, não vou mencionar a conversa que Ambrose tem com Fern sobre Deus e o propósito da vida, mas é incrível! E mostra como Ambrose se sentiu sozinho depois da guerra, e desmerecido de estar vivo, mas que aos poucos ele está conseguindo se encontrar e perceber que Deus sempre esteve ao seu lado. 
    A sua construção e amadurecimento ao lado de Bailey e Fern, se mostra em seu discurso no velório de Bailey, apesar de estar nessa hora chorando com Fern, ao ler as palavras por não sei quantas vezes, percebe-se o quanto Ambrose de alguma forma encontrou o que tanto queria e sorri pela primeira vez sem culpa por pela sua aparência.

    O Bailey é uma prova disso. Ele estava sempre sorrindo e, de muitas maneiras, ele derrotou a vida, e não o contrário. Nem sempre podemos controlar o que acontece com a gente. Quer se trate de um corpo deficiente ou de um rosto cheio de cicatrizes. Quer seja a perda de pessoas que amamos e que não queremos viver sem.
    — Fomos roubados. Nos roubaram a luz do Bailey, a doçura do Paulie, a integridade do Grant, a paixão do Jesse e o amor pela vida do Beans. Fomos roubados. Mas eu decidi sorrir, como o Bailey fez, e roubar algo do ladrão.
    — Ambrose olhou pela congregação enlutada, a maioria da qual ele conhecia pela vida inteira, e chorou abertamente. Porém sua voz ficou clara quando ele concluiu seu discurso. — Tenho orgulho do meu serviço no Iraque, mas não tenho orgulho de como eu saí de lá nem de como cheguei em casa. De muitas maneiras, eu decepcionei meus amigos... e não sei se algum dia vou me perdoar totalmente por tê-los perdido. Devo algo a eles e devo algo a vocês. Então vou fazer o meu melhor para representar vocês e eles também, lutando pela Universidade da Pensilvânia. (p. 414-415)


    Você poderia achar que o livro deveria ter acabado ali, mas o as últimas páginas são essenciais, principalmente quando a mãe de Bailey diz para Ambrose que agora ele era o anjo de Fern. Isso faz total sentido com o que comentei nesse post, há muito mais propósitos para Ambrose que sejam muito maior do que nossas mentes alcançam, mas uma delas é que Ambrose é o anjo que Fern precisava naquele momento.
    — Sempre me espanta como as pessoas são colocadas na nossa vida exatamente no momento certo. É assim que Deus trabalha, é como Ele cuida dos Seus filhos. Ele deu a Fern ao Bailey. E agora a Fern precisa do seu próprio anjo. — Angie colocou as mãos nos ombros largos de Ambrose e o olhou diretamente nos olhos, sem vergonha de sua própria emoção, exigindo que ele ouvisse. — O anjo é você, amigo. (p. 421-422).

    O mais interessante do livro não é nos entregar o que é beleza, mas é nos fazer pensar sobre isso, nos identificar de alguma forma com os personagens construídos, e principalmente transformar o significado de beleza de acordo com o que cada um acredita. Por fim vou deixar uma fala do pai de Fern no casamento de Fern e Ambrose, acho que fecha esse post muito bem. 
    Se algo chamou a sua atenção no post ou no livro, deixe seu comentário! 
    — A verdadeira beleza, aquela que não se desvanece ou se esvai, precisa de tempo, de pressão, precisa de uma resistência incrível. É o gotejamento lento que faz a estalactite, o tremor da Terra que cria as montanhas, o constante bater das ondas que quebra as rochas e suaviza as arestas. E da violência, do furor, da ira dos ventos, do rugido das águas emerge algo melhor, algo que de outra forma nunca existiria. E assim suportamos. Temos fé na existência de um propósito. Temos esperança em coisas que não podemos ver. Acreditamos que há lições na perda e poder no amor, e que temos dentro de nós o potencial para uma beleza tão magnífica que o nosso corpo não pode contê-la. (p. 465-466)

    Posts mencionados:

    29 de abril de 2020

    OS BRIDGERTONS: NOVE LIVROS QUE ME CONQUISTARAM

    Olá pessoal! Tudo bem com você?
    Espero que sim Prazer, Nay e Bem Vindo(a) ao blog!


    Estou planejando esse post há mais de um ano, o post já estava meio escrito, mas com a pausa do blog eu não terminei de escrever. No entanto, como esse ano sai a série de TV dessa série de livros na Netflix, eu achei que é a hora de terminar o post, principalmente se você é como eu que gosta de ler antes de assistir a adaptação. Estou até pensando em reler apos fazer esse post, pois me lembrou dessas histórias lindas, divertidas e que conquistou o meu coração. 




    Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.



    No primeiro volume da série podemos conhecer um pouco mais sobre essa família, que é bem peculiar. O livro conta a história de Daphne e Simon, um casal intenso e complicado. Simon não quer casar pelos seus traumas do passado, ao contrário de Daphne que quer encontrar um bom partido. No entanto, Simon está convicto de não casar, mas como duque de Hastings ele tem muitas pretendentes querendo sua atenção, então ele tem a brilhante ideia de fingir cortejar Daphne para que as outras pretendentes desistam dele. Não preciso nem falar onde essa ideia de Simon vai levar ele. A partir dai, os dois vão se conhecer e só 
    lendo para saber as aventuras deles... 
    Foi o meu primeiro contato com o gênero romance de época, é um ótimo livro para quem quer começar nesse gênero. Pois é um romance leve e gostoso de ler, apesar de ser uma leitura rápida, é um livro traz uma mensagem linda no final e personagens que vão além do esteriótipo. 
    Além de ser o meu primeiro contato com o gênero, também foi o meu primeiro contato com a Julia Quinn e de primeira fiquei encantada, pois ela escreve muito bem dramas familiares e romances divertidos que sempre vão além do que aparentam ser. 
    As minhas expectativas para Julia Quinn estavam altas, pois é uma autora aclamada no gênero, ao mesmo tempo em que me surpreendi com a escrita também me decepcionei. O que foi passageiro, pois ao decorrer da leitura dos outros volumes da serie, eu me apaixonei pela sua escrita, apesar de não ser minha favorita do gênero, é sempre uma leitura incrível. 
    É um bom livro para quem quer começar a série, mas admito que o casal principal é um pouco complicado. 





    A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração. Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis. 

    Esse livro era um dos que eu estava com mais expectativa, pois Anthony é um dos maiores cruches literários. O livro foi diferente do que eu esperava e confesso que amei. 
    No segundo volume dessa série, conhecemos Anthony, o irmão mais velho da família, que não gosta da ideia de se casar, mas precisa para continuar o seu legado, então ele decide que Edwina é a candidata perfeita para ser a esposa dele. Mas, não é tão fácil quanto ele pensou, pois a irmã mais velha dela, Kate, a qual não quer que a irmã se case com um libertino, vai fazer de tudo para afastá-lo. Só que no meio disso Kate e Anthony vão se conhecendo mais e percebendo que eles são muito mais diferentes do que os esteriótipos que os cercam. 
    É um dos meus livros preferidos da série, acredito que pelos personagens, eles tem uma profundidade linda e emocionante, que a autora conseguiu trabalhar muito bem. Além disso temos outros cenários e um livro que vai além dos típicos romances de época. 



    Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois. Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica. 


    Acho que não preciso falar muito da história desse, pois é uma recontagem da Cinderela. Sim, aquela dos contos de fadas. A história é basicamente da Cinderela, Sophie é fruto de uma relação ilegitima e por isso se torna a empregada da sua madrasta após seu pai morrer. Em uma noite de sorte ela consegue ir a um baile, onde ela conhece Benedict, é atração a primeira vista. No entanto, como uma boa história da Cinderela ela precisa sair a meia noite. 
    Porém, o destino deles vai uni-los mais uma vez, então alguns anos depois eles se encontram novamente, quando Benedict a salva de bêbados. Ele sente algo por ela, mas eles são completamente diferentes segundo a sociedade, então ele propõe para que ela seja sua amante. Apesar disso ser bom para ambos, eles precisam encarar em algum momento o sentimento que sentem um pelo outro.
    A história todos conhecem, mas além disso, a história é divertida e emocionante, é diferente da Cinderela dos contos de fadas. O livro quase nos faz acreditar que pode a história é real. A escrita da Julia Quinn faz tudo ficar emocionante e te faz entrar na história, torcendo para os personagens ficarem juntos. 


    Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente. No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz. Em Os segredos de Colin Bridgerton, quarto livro da série Os Bridgertons, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares, Julia Quinn constrói uma linda história que prova que de uma longa amizade pode nascer o amor mais profundo. 



    Com o passar dos outros livros conhecemos o Colin Bridgerton, que tem uma fama, então quando chegamos a Os Segredos de Colin Bridgerton sabemos que Colin é o irmão mais carismático e eu diria até sedutor da família. Ele nos conquista nos últimos livros e até chega a nos pedir por um livro somente para ele. 
    Colin e Penepole se conhecem a mutos anos, afinal ela é melhor amiga da irmã de Colin, mas quando ele chega de uma viagem do exterior eles começam a conversar. A partir de então eles vão descobrir segredos um do outro e desenvolvem um relacionamento que eles nunca pensaram que teriam um com o outro. 
    Penelope é uma das minhas personagens favoritas da série e esse livro é incrível por ela. Colin também é maravilhoso, mas a Pelenope tem uma personalidade que me fez apaixonar por ela e querer que ela conquiste o mundo. Esse livro vai além do que expressa, a sinopse é rasa, mas para a experiência de leitura melhore, o livro tem um segredo por trás que nos estimula para saber mais. É um livro cheio de acontecimentos, que te deixa sem fôlego a cada página desse livro maravilhoso. 



    Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro. 

    Eloise tinha uma promessa com a sua melhor amiga, Penelope, de serem solteironas juntas, mas quando Penelope se casa com Colin. Eloise se vê perdida, mas então ela começa a trocar cartas com Sir. Phillip. Eles se dão bem pelas cartas e ele parece um bom pretendente, então Eloise resolve passar uma temporada com ele para quem sabe casarem. NO entanto, nem tudo é tão perfeito e muitas coisas acontecem na vida de Eloise e Sir. Phillip que os fazem questionarem se devem se casar ou não. 
    Todos os livros dessa série valem a leitura, são engraçados e o romance é de suspirar. Sempre tem aqueles livros que gostamos mais do que outros em um série. E esse na minha opinião é um deses, é um livro bom, mas quando penso nessa série outros me veem a mente. 
    É um romance diferente, pois não estamos em alta temporada e não há bailes, e por isso o livro ganhou muitos pontos comigo. Além de personagens cativantes e que te conquistam durante a leitura.


    Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz. No sexto livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn mostra, em sua já consagrada escrita cheia de delicadezas, que a vida sempre nos reserva um final feliz. Basta que estejamos atentos para enxergá-lo. 


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    Francesca foi a primeira filha da família que se casou, por amor, mas após alguns anos do seu casamento ele morre. Sua vida muda completamente depois isso, pois ela vai morar um tempo com a mãe e reencontra Michael, um antigo amigo. No entanto, Michael pensa em Francesca além de apenas amizade. Ele está decidido em fazê-la feliz e conquistá-la.
    Francesca é uma personagem muito intrigante e traz uma relação familiar que atribui muito ao livro e nos deixa vidrados na história. O livro traz uma temática muito interessante, será que o amor apenas acontece uma vez na vida? 
    Em meio a isso vemos uma Francesca a se entregar a um amor e Michael ver que é digno de ser amado verdadeiramente. 
    O romance e as reflexões que o livro traz faz com que sonhemos acordada e suspiremos ao final da leitura. 



    Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.


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    Ao decorrer dos outros livros, se você ler na ordem, nós já conhecemos Hyacinth, uma mulher diferente, segundo os padrões da época, ela é carismática e tem uma personalidade divertida. Por isso, ela não se vê casando, então ela já está na sua quarta temporada na elite social. Até uma noite, em que conhece Gareth, ele não é qualquer cavalheiro e consegue até deixar ela sem fala as vezes. Então impulsionados por um segredo, eles se unem para desvendá-lo, ao decorrer das páginas divertidas vemos um romance se desenvolver que nos cativa. 
    Hyacinth, é uma personagem diferente de qualquer romance de época e até dos dias atuais, é muitas vezes divertida e de personalidade forte, ao longo do livro confesso que tive várias opiniões sobre ela, algumas vezes eu gostava outras já não. Ela tem esse poder com o leitor, de fazer com que entremos na história com ela em busca de um segredo. 
    Recomendo muito para quem quer ler um romance de época leve e que não vai conseguir parar de ler. E com um romance capaz de dar borboletas na barriga. 




    Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece. O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la. Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele? A caminho do altar, oitavo livro da série Os Bridgertons, é uma história sobre encontros, desencontros e esperança no amor. De forma leve e revigorante, Julia Quinn nos mostra que tudo o que imaginamos sobre paixão à primeira vista é verdade – só precisamos saber onde buscá-la.


    Chegamos ao penúltimo livro da série e quando eu li, já pensei que seria mais um romance legal, mas que não me apaixonaria como os outros da série. Mas, errei feito em. Comecei a ler sem expectativa nenhuma e me apaixonei tanto que se tornou um dos meus favorito da série. 
    Gregory é o caçula da família e um tanto diferente dos outros irmãos, pois ele sonha em se casar por amor, principalmente após seus irmãos casarem perdidamente apaixonado assim como seus pais. Para isso ele acha que Hermione é a mulher da sua vida, mas ela está encantada pro outro homem. Com a ajuda da melhor amiga de Hermione, Lucy, ele vai tentar conquistá-la. No entanto, como nem tudo é perfeito, ele acaba se apaixonando por Lucy e pela sua personalidade encantadora, que já está prometida a outro homem. Será que é tarde demais para ele encontrar o seu amor verdadeiro? 
    Ouvi muitas pessoas falando sobre esse livro e confesso que defendo ele, pois me encantou de uma forma que nem esperava. O livro traz um mocinho diferente, que me conquistou na primeira página, além de um mocinho real e encantador. Também, temos um romance que será capaz de enfrentar qualquer coisa. 



    Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos... Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza. Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes? A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton. Veja como tudo começou e descubra o que veio depois do fim desta série que encantou leitores no mundo inteiro.
    No último livro da série, temos um conto para cada histórias anteriores e um conto sobre os pais deles. 
    Ao fim dessa série já estamos quase parte da família e também estamos apegados aos personagens anteriores. Então revê-los novamente é um quentinho no coração e também novas surpresas. 
    É aquele livro para reler quando estivermos com saudade dessa família cheia de amor e aventuras.


    Espero que com esse post com diversas indicações de livros eu tenha te convencido a ler essa série, uma pedida perfeita para quem gosta de romance de época. 
    Beijos e até o próximo post!

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