• Categoria: Escrita
  • 19 de abril de 2019

    DOIS ANOS. E AGORA?


    Dois anos de blog. E agora? 
    Faz dois anos que me esse endereço eletrônico se tornou meu, muito mais pessoal do que eu pensei que seria um dia. Entre idas e vindas, anos conturbados e muito alegria passamos juntos por esses dois anos. Até agora foram 730 dias desse site, que pensei que não durariam muito. Eu comecei bem tarde no mundo dos blogs, e por isso a chances de dar certo eram poucas, mas deu certo, o blog se tornou uma parte de mim na internet. 

    Se você foi ver os posts antigos são totalmente diferentes dos de agora, afinal, eu cresci junto ao blog e acabamos encontrando a voz que queríamos em cada momento. E tudo bem mudar de ideia sobre as coisas, sobre a vida e das quais você não gosta. 
    A vida não é imutável, caso contrário não seriamos humanos, de fato, estamos fadados a evolução como a cada dia estamos mais velhos e com isso diferente do dia anterior. 

    Há muito tempo eu pensava que poderíamos escolher apenas uma coisa para gostar, ou você gostava de rosa ou preto, você somente poderia gostar de um artista, mas com esses dois anos de blog me ensinaram muitas coisas e uma delas foi que somos a mudança! 

    Somos assim, mudamos com as situações, evoluímos com as lágrimas que derramamos ao longo do tempo e principalmente crescemos, a minha escrita evoluiu, as minhas percepções evoluirão da garota de 14 anos que começou a escrever em um blog no primeiro ano do ensino médio, por que principalmente queria dividir com o mundo o que tinha por dentro. 
    Com o passar desses dois anos chegamos aqui, e passou tão rápido, ainda me lembro do meu primeiro post, a emoção das visualizações, o primeiro bloqueio criativo, também me lembro da vergonha das pessoas saberem algo que até então apenas as pessoas próximas de mim sabiam. Lembro-me de tudo sobre essa jornada e que jornada! 

    Depois de alguns meses sem postar no blog em 2018, a pergunta do que viria depois sempre foi constante, e quando eu não estava com vontade de postar, ou quando os estudos ficassem tão mais importantes que eu não teria tempo de postar, quando simplesmente a vontade não surgisse, ou o pior de todos quando eu estivesse tão cansada para me sentar e começar a escrever, tirar algo de dentro de mim para o mundo. Eu tinha esses medos, afinal eu mudei e mudo constantemente e se mais uma dessas mudanças forem definitivas para o blog? 

    Como falei anteriormente passamos por muitas mudanças e acho que todas foram boas pois nos trouxeram até aqui. Por isso agora o blog vai passar por algumas mudanças internamente, agora teremos mais posts sobre comportamento como textos e também com foco nos livros. Pois é o que eu quero fazer agora. 

    Espero que eu possa ter vocês aqui nessas novas mudanças, mas que ainda fazem parte de uma única pessoa. Obrigada por me acompanharem até aqui! 

    23 de janeiro de 2019

    O QUE APRENDI COM O LIVRO COMO SE ENCONTRAR NA ESCRITA: O CAMINHO PARA DESPERTAR A ESCRITA AFETUOSA EM VOCÊ DA ANA HOLANDA!





    Olá pessoal! Tudo bem com você? 
    Espero que sim Prazer, Nay e Bem Vindo(a) ao blog!


    Acabei encontrando por acaso esse livro no instagram, assim que bati o olho na foto do livro, me achou muito a atenção, não somente pelo título, mas também por que eu estava passando por problemas com minha escrita no blog e do meu livro. 

    Então logo no mesmo dia comprei o e-book e comecei a ler, parece que foi mágica. Por que eu simplesmente amei o livro, cada parte dele, até terminar, me apaixonei pela escrita, por cada lição que aprendi ali, esse livro me fez pensar de uma forma diferente de uma maneira incrível e por isso eu vou mostrar o que aprendi para vocês e espero que te instigue a ler esse livro, porque eu garanto, vai te pegar de jeito. É um livro que vai falar com você! 
    Como se encontrar na escrita: o caminho para despertar a escrita afetuosa em você, vai muito mais além da escrita, fala sobre si mesmo, sobre como estamos agindo e nos mostra grandes aprendizados em textos da própria autora e ilustrações que deixam um charme o livro até mesmo em e-book. 

    As pautas inspiradoras aliadas à possibilidade de se colocar de forma intensa nos textos para falar mais profundamente ao leitor, características da publicação, forjaram o conceito de escrita afetuosa que a jornalista passou a desenvolver, e que compartilha, em palestras e oficinas, com um grande número de pessoas interessadas em potencializar sua relação com a palavra. “Escrita afetuosa não tem nada a ver com cartas de amor, e sim com o amor que existe dentro de cada palavra”, explica. Autora do bem-sucedido Minha mãe fazia, que reúne receitas e crônicas sobre comida e relações afetivas, Ana apresenta agora não um manual com técnicas de redação, mas um guia em tom de conversa, extremamente sincero e repleto de dicas sobre como buscar e expressar a própria voz através da escrita.


    1. Escrita Afetuosa 

    Você deve se estar perguntando o que é escrita afetuosa, Escrita Afetuosa é o que escrevemos com paixão e alma que transcende em nossas palavras. É aquilo que escrevemos e vai tocar o leitor, como se estivesse conversando olho no olho, é aquilo que toca o leitor, mas que antes quem escreveu foi tocado. 
    Escrita Afetuosa é dar mais de uma vida para acontecimentos bons e ruins. Essa escrita pode ser feita em textos jornalísticos, até naqueles assuntos que achamos mais chatos, o que a Ana Holanda diz no livro é que nada é chato, apenas não encontramos aquilo que nos toque em cada assunto, aquilo que vivemos diariamente, também em livros e qualquer escrita. 

    Aprendi e compreendi o que é realmente escrever, é aquela escrita que chega ao outro apenas com palavras, que estavam dentro de nós. Admito não é fácil colocar em prática, mas é gratificante quando acontece. Antes desse livro eu tinha uma percepção de escrita e de como ela se comportava em mim, mas assim que comecei a ler encontrei a escrita que quero seguir, a verdadeira e que funciona para mim. 




    2. Miudezas também são interessantes


    Uma das coisas mais tocantes que aprendi, é que o extraordinário está no ordinário, no dia a dia. Vivemos e criamos hábitos que nos fazem não perceber o que está a nossa frente, como a autora diz é ver que quando o despertador toca já aconteceram cinco historias. Ou seja, é ver que não precisamos de uma grande inspiração ou um acontecimento enorme, mas que a inspiração e aquilo que precisamos para escrever está em nós, em acontecimentos diariamente, no cara da banda de jornal, no porteiro, na dona de casa indo trabalhar e por ai vai. É ver que todos tem uma história para contar e todas são grandes e interessantes, apenas muda como olhamos para tudo isso. 

    3. Não ter medo

    As vezes temos medo de mostrar o que escrevemos para o mundo, mas esse livro me mostrou coisas que eu nem mesmo sabia que conseguiria fazer, pois, quanto mais o leitor se identifica e o sensibiliza é o quanto você pôs de sentimento e verdade no que escreveu.  Isso as vezes é difícil, nos da medo, parece que nunca vai estar bom e ter medo é normal, quer dizer que estamos no caminho certo. O livro me mostrou que não precisamos ter medo, por que aquilo que escreveu é parte de você, e o mundo merece ver isso! Por isso escreva, simplesmente escreva. Com alma. 

    Espero que tenham gostado, que esse livro possa mudar a vida de vocês assim como mudou a minha!
    Beijos e até mais!

    18 de janeiro de 2019

    OS DESAFIOS DE ESCREVER UM LIVRO COM JULIA GONÇALVES

    Olá pessoal! Tudo bem com você? 
    Espero que sim Prazer, Nay e Bem Vindo(a) ao blog!

    Voltando agora com posts sobre escrita com a ilustre presença de escritores maravilhosos, para ver outros posts da série basta clicar aqui. Hoje conversaremos com Julia Gonçalves que atualmente escreve seu primeiro romance, no qual estou lendo e já posso dizer que é incrível e vai conquistar muitos corações. Ela também organiza um instagram de fotos (@explorefotografia) e um de livros (@estanteorganizada). 
    Conheço a Julia e seu trabalho a algum tempo para quem já conhece o blog há algum tempo sabe que fazia posts de parceria no blog da Julia o Livre Beleza. Como podem ver a Julia é uma pessoa incrível e que consegue conciliar muito bem todas as suas paixões. 
    Seu primeiro romance é Tudo Só Depende De Nós, é um romance que ira emocionar o leitor com personagens reais que crescem ao decorrer do livro. Já garanto que sua escrita é fenomenal, daquelas que toca o leitor na alma e faz chorar. Vai ser lançado no Wattpad em 2019, aguardem um livro maravilhoso!
    O tema de hoje é OS DESAFIOS DE ESCREVER UM LIVRO se você já começou a escrever ou está no processo sabe como é cansativo e difícil, mas ao mesmo tempo incrível, por isso estamos aqui para te ajudar nesse processo e lembre-se você não está sozinha. 

    1. Qual é sua dica para quem quer começar a escrever o que primeiro deve fazer? 
    Apenas comece. Eu demorei muito para tomar coragem e me envolver na escrita de uma história. E mesmo quando começava, nunca dava continuidade. Mas se você quer isso pra sua vida, precisa começar e não desistir. Até porquê você vai aprofundando sua escrita com o passar do tempo. 
    Mas caso você queira se organizar melhor, eu começaria fazendo uma lista com os nomes dos personagens principais e suas características e um breve resumo da história para te guiar no processo, isso ajuda muito.

    2. Escrever uma historia é uma longa jornada como você descreveria a sua e o que tem a dizer aqueles que vão enfrentá-la? 
    Foi uma longa jornada mesmo, estou a mais de um ano escrevendo o meu primeiro livro e já passei por fases boas e ruins. Mas eu não mudaria muita coisa, porquê tudo isso foi um aprendizado para mim como autora. Para você que vai enfrentá-la, tenha foco e não desanime no primeiro imprevisto, pense no quanto você irá ficar feliz ao vê-la publicada.

    3. Você alguma vez já teve aquela sensação de que não estava bom e queria apagar tudo e recomeçar? Se sim nos diga o que fez e como lidou com ela? 
    Mais de uma vez. Já achei a história muito rasa e sem sentido. Mas quando vejo todo o caminho que percorri, fico com dó de desperdiçar todas aquelas horas na frente do computador escrevendo, então apenas continuo porque sabia que esses erros iriam corrigidos na hora da revisão. 
    E lidar com esses momentos difíceis varia de autor pra autor. Eu já me animei novamente com a história lendo um trecho dela, conversando sobre ela com alguma amiga e pensando em como eu queria muito que ela fosse publicada um dia.

    4. Qual é a parte mais difícil em escrever um livro? 
    Acho que o medo. O medo de não terminar, de não estar bom e das outras pessoas não gostarem. A gente se preocupa com o público que irá ler e quer entregar um trabalho perfeito, mas esse receio pode te consumir e isso não é nada bom. Até os grandes autores já tiveram suas histórias não tão perfeitas e a perfeição vem com o tempo e a prática.

    5. Alguma vez já passou por algum bloqueio criativo? Se sim como passou por ele.
    Sim. A minha história tem uma transição de linha do tempo bem grande, ela é contada em aproximadamente 3 anos da vida da minha personagem, e preencher grande parte desse "espaço" é uma tarefa difícil. Além de haver dias em que você senta na frente do computador e nada de bom sai dali. Costumo passar por esses bloqueios dando um tempo pra escrita (mas não muito tempo para a história não cair no esquecimento) e começo a me inspirar lendo histórias que eu gosto e fazendo coisas que me inspiram, e isso vai de cada um. Não se cobre muito e tente fazer da escrita algo leve.

    6. Você usa alguma técnica na hora de escrita?
    Da parte de escrever mesmo, não. Costumo me organizar bem com o planejamento da história mas na hora de escrever gosto de deixar livre para que a escrita flua. E na hora da revisão é quando eu concerto todos os erros gramaticais e presto mais atenção em técnicas para deixar a história atrativa. 

    7. Você diria que escreve para si ou para os outros, qual a melhor forma? 
    Acho que não tem uma resposta certa para essa pergunta. Eu comecei escrevendo para mim, apenas como um passatempo. A história foi ganhando forma e eu comecei a pensar muito no público e me preocupar para a história esteja perfeita. Hoje eu escrevo pra mim, mas ainda penso no público. Não me cobro tanto para criar a história perfeita e para que o livro se torne um best-seller. Costumo ver minha história como uma conquista minha, porquê sempre disse que minha meta de vida era publicar um livro antes de morrer e eu estar fazendo isso tão nova, me deixa feliz. Acho que é bom pensar no público para deixar a história chamativa e boa,  para não entregar 'qualquer coisa'. Mas esse processo de escrita precisa ser bom pra você e precisa te deixar feliz, fazer por obrigação é a pior coisa.

    8. Você tem algum medo de que quando alguém ler seu livro não gostar? (Ps: quase impossível isso) 
    Sim, e muito. Tem horas que acho minha história ótima mas em grande parte a insegurança bate e você vai sempre se perguntar se aquilo está bom o suficiente. Acho que isso é um pouco natural. (Ps. Obrigado pelo elogio)

    9. Ao decorrer da escrita o tempo passa como em seu caso já se passou um ano como faz para manter a escrita totalmente naquela escritora e não criar outra e principalmente quando a vontade do início da escrita passa? 
    Com o tempo a minha escrita foi se aperfeiçoando e comparando a minha primeira frase com a que estou escrendo atualmente, ela mudou um pouco no sentido da técnica. Acho que na hora da revisão tudo isso irá se adequar melhor. Tento sempre pensar na premissa original da história para não me perder e começar a criar outros cenários. A mudança ela as vezes é boa e no meu caso, quando eu leio os primeiros trechos do meu livro, fico feliz em ver o quanto eu me aperfeiçoei. E isso faz parte da grande magia da escrita que eu tanto amo.

    10. Você tem alguma dificuldade na hora de escrita? 
    Geralmente detalhar situações e descrever lugares e pessoas não são o meu forte. Costumo escrever trechos assim mais de uma vez, até encontrar um versão melhor. Mas tudo isso vai me moldando com a prática.

    11. Como conciliar o tempo da escrita e a vida? Pois ao mesmo tempo que precisa escrever também precisa viver experiências novas 
    Acho que eu não sou a pessoa perfeita para responder essa pergunta haha até porquê meu livro já está sendo desenvolvido a mais de um ano.
    Vai muito do escritor definir prioridades. Eu não tenho todo o tempo do mundo para escrever e não tenho pressa para terminar, então em semanas muito ocupadas, acabei deixando a história de lado. Mas caso você queira escrever uma boa história e entregá-la ao público em pouco tempo, precisa definir o quê são prioridades. Deixar de praticar algum lazer para escrever o livro, encaixar esse momento em pequenos espaços de tempo livre durante o dia, tudo isso ajuda.

    12. Qual é a sua dica de ouro para o processo de escrita de um livro? 
    Tenha foco. Essa é a primeira história grande que eu estou terminando porquê nunca consegui dar continuidade em outros projetos. Ache a premissa ideal e tenha foco. E não se esqueça que todo esse processo é para você, então divirta-se escrevendo e vivendo esse momento.

    13. O que pode nos dizer sobre uma primeira história que logo mais estará no Wattpad?
    Sem dar muitos spoillers... a história se chama Tudo Só Depende de Nós e conta a história da Alice e do Rafael. Eles se conheceram na época do colégio mas suas vidas foram unidas tempo depois. Mas quando eles acharam que tudo estava perfeito, terão que conviver com a distância. E a gente vai acompanhar o amadurecimento dos dois com tudo o que irá mudar na vida deles. E tudo isso com um toque romântico e dramático típico da nossa protagonista, a Alice.

    14. Sempre existe aquela comparação com outros livros, como faz para lidar?
    Se comparar quase sempre não dá certo. Eu tento me controlar para não pensar que a minha história é muito inferior e tento sempre pensar nas técnicas que eles usaram para criar aquele livro. 


    Muito obrigada por essa entrevista, Nay. E Tudo Só Depende de Nós estará disponível no Wattpad em 2019! Aguardem!

    Espero que tenham gostado não se esqueça de comentar o que achou e se tiver alguma dúvida.
    Beijos e até mais!

    12 de setembro de 2018

    ESCRITORA ELLE COLLINS FALA SOBRE ESCRITA, LIVROS E EXPERIENCIAS PESSOAIS

    Olá, tudo bem com você? Espero que sim
    Prazer, Nay e Bem Vinda(o) ao blog

    Tive a grande oportunidade de poder entrar em contato com a autora Ellie Collins que publica seus títulos pela plataforma digital Wattpad, o bate-papo com ela vai abrir uma serie de posts sobre Autoras Nacionais em Plataformas Digitais pois como leitora de tais plataformas vejo que ainda não é muito divulgado o trabalho delas, então aguardem muitas escritoras incríveis falando sobre diversos temas relacionados  a escrita. Se desejar deixar alguma sugestão de tema ou autora nos comentários.

    Elle Collins é um psdeunonimo para uma escritora incrivel atualmente com dezenove anos que publica independente no Wattpad. Alcançou com seu primeiro livro 321k de leituras e varios fãs. 
    Sua publicação atual é chamado de Nocaute, um romance inspirador. Mesmo que ainda não esteja terminado super recomendo essa leitura, conhecemos duas pessoas que tentam juntos buscar um caminho mas para isso passam por algumas coisas. Com uma escrita unica e emocional ela nos encanta a cada capitulo lido. Clique aqui para ler NOCAUTE.




    Abbynie Jones se muda com sua melhor amiga para cursar a faculdade que sempre sonhou, longe do lugar que sempre viveu, Abby agora tenta se adaptar a novas pessoas, o primeiro emprego e uma vida diferente dos seus bons costumes. Mas as coisas tendem a mudar quando Hunter Turner entra de forma inesperada em seus planos. Hunter é claramente um causador de problemas ambulante e tudo o que ele menos precisa é de mais um, mas com o jeito diferente de agir de Abby, ele passa a ter com ela o que nunca teve com mulher alguma: uma amizade complicada onde ambos vão aprender com o outro. Mas até quando eles podem sustentar essa amizade sem que os sentimentos e os ciúmes os possuíssem? Tudo pode mudar quando um passado inesperado vem à tona, segredos são revelados e mentiras são descobertas. Mas o que há antes dessa queda? 



    ❝Eu lembro que de todos os momentos, o último foi o que mais doeu. E para ser sincero, ainda dói. Toda vez que olho para ela dói e ver a sua dor, me machuca ainda mais. (...) Se alguns meses atrás alguém me perguntasse o que eu poderia querer no momento, eu diria que talvez mais uma tatuagem, algumas cervejas, transar, dinheiro, até mesmo bater em alguém ou qualquer coisa fútil que você pudesse imaginar. Mas hoje não. Hoje eu iria querer reparar qualquer erro e dano que eu fiz na vida dela, e até mesmo nunca ter aparecido e ferrado com tudo.❞

    Facebook Ellie Collins

    Bate-Papo com a escritora:
    1. Você considera fácil ser uma escritora hoje em dia?
    Fácil nunca é, mas acredito que o fato de ter várias plataformas para publicação, faz com que mais pessoas se interessem. 
    2. Qual foi sua maior dificuldade quando começou?
    Acho que me organizar e não desanimar. Acredito que ainda hoje tenho um pouco dessas dificuldades, mas com o tempo aprendi a lidar melhor e administrar tudo isso.
    3. Qual foi o momento mais emocionante durante a escrita?
    Acho que foi as coisas fluindo para mim, e também ver as pessoas se interessando e gostando do que eu estava fazendo.
    4. De que maneira você descreveria o processo de escrita dos seus livros? Você faz algum tipo de pesquisa ou preparação?
    Eu costumo pesquisar algumas coisas que considero importantes para não fazer bobagem na hora de descrever, mas no geral é bem simples. Eu divido as minhas histórias por fase, assim posso focar melhor nos pontos mais cruciais e desenvolvo a partir disso.
    5. Há alguma técnica de escrita que você segue?
    Não há nenhuma, tento deixar a minha “bagunça” a mais organizada possível para que eu mesma não possa me perder durante o processo de escrita.
    6. Qual é sua dica para superar bloqueios criativos?
    Acredito que não há uma fórmula, em algum momento isso vai acontecer e cada pessoa vai encontrar um caminho diferente para se livrar dele da melhor maneira possível. Algumas pessoas superam escutando música, assistindo algum filme, lendo um livro... Eu só tento não me pressionar tanto e deixo fluir quando tento escrever de novo.
    7. Você pretende publicar na Amazon ou físico seu livro após terminá-lo?
    Atualmente, físico não é uma possibilidade para mim ainda. Porém, tenho planos de publicar na Amazon sim, o mais breve possível. Na verdade, eu publiquei um conto recentemente junto com mais 7 autoras incríveis na Amazon, mas ainda não tenho nenhum livro “solo”.
    8. Você considera alguma autora que é referência para você?
    Sim! Eu gosto bastante da escrita da Clarice Lispector, Pepper Winters, Brittainy C. Cherry e Jamie McGuire (que inclusive, é uma das minhas favs e nessa versão de nocaute que é mais antiga, tem fortes indícios dela <3).
    9. Na sua opinião os autores brasileiros não são tão bem investidos no mercado brasileiros de literatura?
    Falta investimento sim, o mercado literário brasileiro não costuma arriscar em novos autores nacionais. É claro que há exceções, como alguém que já tenha um certo público (como livros de personalidades que estão na mídia), mas é quase sempre certo eles escolherem um autor de fora que vendeu milhões do que um nacional que está começando agora. E na verdade isso acontece com alguns leitores também.
    10. Em seu livro, Nocaute, conhecemos alguns personagens que já sofreram e tem seus passados, como que você os cria e desenvolve?
    Ocorre naturalmente, acho que não tem uma “fórmula” exata para explicar. Especialmente com Nocaute, veio muito do nada e à medida que eu ia desenvolvendo a história, eu ia tendo ideias e tentando encaixá-las da melhor maneira possível. Houve coisas que foram descartadas, por não ficar bem quando aplicadas no enredo original, outras foram modificadas e foi assim que tudo foi criado. Eu costumo anotar as coisas importantes de acordo com as fases, então é dessa forma “básica” que tudo funciona.
    11. Você sente que o espaço para escritores online está cada vez mais diminuindo? Ou pelo contrário está aumentando?
    Não posso afirmar isso com certeza, mas creio que diminuindo não está. Vejo novas histórias e autores surgindo a cada dia, além de várias plataformas destinadas para a auto publicação.
    12. Você está trabalhando em algum livro atualmente? Tem algum projeto para o futuro?
    Além de estar focada na finalização de Nocaute, venho trabalhando na sua continuação, que se chama Redenção, além de novas histórias que estou ansiosíssima para postar!
    13. O que você diria para os que almejam escrever um livro? Que dicas você daria a futuros escritores?
    Eu diria que não é fácil, mas não é algo impossível. A escrita exige muito de várias formas que você não imagina, vai precisar de paciência e saber lidar com o seu próprio tempo. O reconhecimento vem com o tempo, é claro que é ótimo nossas histórias alcançar um grande público, mas é sempre bom lembrar que o melhor leitor e fã número um das nossas obras somos nós mesmos. Não desanime. Se dedique. Se empenhe na hora da divulgação. Seja criativo. (TENTE) Não tenha preguiça. Seja confiante. E tenha em mente que é um caminho árduo, mas que nada é impossível.
    14. Em alguns casos os personagens nos guiam e como você tenta encontrar o caminho certo a seguir?
    Às vezes as nossas histórias parecem que ganha vida própria, não é? Hahah. Eu tento o máximo tomar as rédeas da situação, mas algumas vezes não dá. No final de tudo, acho que tento achar um equilíbrio para o que é melhor para a história e é assim que me “encontro” no meio desses dois lados.
    15. Você tem algum sentimento sobre não estar conseguindo transmitir tudo aquilo que deseja em determinada história?
    Já tive esse sentimento várias vezes, é por isso que sinto que devo rescrever algumas coisas. Por um tempo achei que isso fosse algo ruim, mas hoje entendo que é melhor do que eu não ficar satisfeita... precisamos de evoluções. É normal, acredito que todo autor passou ou irá passar por isso, então não há porquê se preocupar.
    16. No seu livro, Nocaute, você trabalha muito os aspectos de redenção, perdão e erros, nota-se que isso muda a vida das pessoas e nos comentários também. Você algum dia pensou que sua história atingiria desse modo as pessoas?
    Sendo bem sincera, acho que ainda não caiu a ficha que tem gente que gosta do que faço. Eu fico muito feliz a cada comentário ou leitor que vem conversar comigo falando sobre a história ou por querer jogar um papo “fora” mesmo. De verdade, fico muito honrada. Sou grata por cada um que me apoia como pessoa e apoia as minhas histórias. É algo meio surreal ainda, que eu não esperava, mas fico muito feliz com todo o carinho.

    Queria agradecer mais uma vez pela resposta da autora que foi super atenciosa comigo e com o blog. Espero que ajude vocês e que crie novos escritores.
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    Espero que tenham gostado não se esqueçam de comentar o que acharam!
    Beijos e até o proximo post

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